A Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) anunciou hoje a abertura de um concurso público no valor de 25,8 milhões de euros para a aquisição de 50 autocarros articulados a gás natural ou biometano, com a possibilidade de compra de mais 10 veículos adicionais. Em comunicado enviado à agência Lusa, a transportadora detalha que esta iniciativa faz parte de um esforço contínuo de renovação da frota.
Com este investimento, a STCP pretende substituir os atuais 49 autocarros articulados (dos quais 20 operam a diesel e 29 a gás natural comprimido), com o intuito de oferecer um serviço público mais eficiente tanto ambiental como economicamente. Esta ação integra-se na estratégia da transportadora de eliminar veículos com motores a combustão e de substituir autocarros a gás natural cujos tanques estão próximos de esgotar sua vida útil.
De acordo com a STCP, a entrega dos novos autocarros deverá ocorrer entre o final de 2026 e o primeiro trimestre de 2027. Após a chegada do último veículo, a empresa terá um ano para decidir sobre a aquisição adicional dos 10 veículos opcionais, sob os mesmos termos contratuais.
Cristina Pimentel, presidente da STCP, destacou no comunicado que "este investimento representa um passo significativo na estratégia de descarbonização da STCP, reafirmando seu compromisso com uma mobilidade mais sustentável na Área Metropolitana do Porto".
Na atualidade, a frota da STCP é composta por 444 autocarros, sendo que 75% utilizam gás natural comprimido (com 30% deles já abastecidos com biometano), 15% são elétricos e 10% a diesel. A meta é eliminar completamente os veículos a diesel até 2027 e, até 2028, ter uma frota formada por 60% de veículos a gás natural e 40% elétricos.
A STCP assegura o transporte rodoviário coletivo de passageiros na Área Metropolitana do Porto, operando exclusivamente dentro dos limites do município do Porto, além de atuar em regime de concessão nos concelhos vizinhos como Gondomar, Matosinhos, Maia, Valongo e Vila Nova de Gaia.
O município do Porto detém a maior parte da empresa intermunicipal, com 53,69% de participação. As fatias restantes do capital social são distribuídas entre Vila Nova de Gaia (12,04%), Matosinhos (11,98%), Maia (9,61%), Gondomar (7,28%) e Valongo (5,40%).